Por que comparar microcirurgia e CLaCs em 2026?
Escolher como tratar veias varicosas e vasinhos deixou de ser uma decisão puramente técnica e passou a envolver estilo de vida, agenda e expectativas estéticas. Em 2026, duas estratégias despontam para quem busca resultados rápidos e consistentes: a microcirurgia associada à escleroterapia e o CLaCs (criolaser com crioescleroterapia). Ambas funcionam, mas cada uma brilha em cenários distintos. Se o seu objetivo é planejar o tratamento varizes com clareza, entender diferenças de dor, tempo de recuperação, quantidade de sessões e risco de manchas faz toda a diferença. Neste guia, você vai aprender como cada técnica funciona, quem se beneficia mais de cada abordagem e um roteiro prático para decidir com segurança, reduzindo a chance de arrependimentos e otimizando o resultado final.
Como funcionam as técnicas
Microcirurgia com escleroterapia: passo a passo moderno
A microcirurgia é um procedimento minimamente invasivo que remove veias doentes por microincisões quase imperceptíveis. É indicada quando há veias alimentadoras (nutridoras) dos vasinhos e varizes de pequeno a médio calibre.
– Avaliação e marcação: exame clínico e, quando indicado, eco-Doppler para mapear refluxos. As veias-alvo são marcadas ainda em pé.
– Anestesia e sedação: anestesia local associada à sedação leve, priorizando conforto e segurança.
– Remoção das veias: microincisões de 1 a 2 mm permitem extrair segmentos varicosos com instrumentos delicados. Raramente são necessários pontos.
– Escleroterapia complementar: durante o ato, as veias residuais e vasinhos são tratados com esclerosante (líquido ou espuma), potencializando o resultado estético.
– Alta precoce: deambulação imediata, meia elástica e orientações de cuidados.
Vantagens práticas
– Abordagem “one-and-done” para quem quer resolver o grosso em uma única sessão.
– Resultados visuais mais rápidos em veias calibrosas.
– Possibilidade de tratar nutrições profundas não alcançadas por laser.
Pontos de atenção
– Requer ambiente cirúrgico e tempo de recuperação para trabalho e exercícios.
– Hematomas e inchaço podem durar dias a semanas.
– Necessidade de meia elástica e cuidados de ferida no pós-operatório.
CLaCs (criolaser + crioescleroterapia): sessões inteligentes
O CLaCs integra energia laser em consultório e injeções de esclerosante sob resfriamento intenso da pele, reduzindo dor e inflamação.
– Mapeamento com transiluminação/realidade aumentada: veias nutridoras e trajetos são visualizados sob a pele.
– Resfriamento cutâneo: jato de ar frio potente protege a pele e torna o procedimento mais confortável.
– Laser: disparos direcionados (com parâmetros ajustados ao calibre e cor da pele) lesam o endotélio, levando ao fechamento do vaso.
– Crioescleroterapia: microinjeções complementares consolidam o efeito do laser.
– Múltiplas sessões: geralmente 2 a 6, com intervalos de cerca de 3 semanas, dependendo da extensão.
Vantagens práticas
– Retorno quase imediato às atividades, sem cortes e sem anestesia local (sedação é opcional).
– Excelente controle de dor com resfriamento; procedimento ambulatorial.
– Ótima opção para vasinhos e redes alimentadoras finas.
Pontos de atenção
– Exige disciplina de comparecer às sessões e aguardar o intervalo entre elas.
– Pode ocorrer hiperpigmentação temporária, especialmente em fototipos mais altos.
– Para veias mais calibrosas, pode requerer mais sessões ou combinação com outras técnicas.
Quem se beneficia de cada método
Quando a microcirurgia é preferível
A microcirurgia tende a ser a melhor escolha quando há varizes de maior calibre que alimentam os vasinhos, sobretudo em graus iniciais com veias tortuosas e salientes. O objetivo é remover a “raiz” do problema e complementar com escleroterapia para acabamento.
Perfis que costumam se dar bem com microcirurgia:
– Quem deseja um procedimento único, com alto impacto inicial.
– Pacientes com veias nutridoras mais profundas ou calibrosas, pouco responsivas apenas ao laser.
– Pessoas que toleram bem sedação, têm disponibilidade para 7 a 14 dias de cuidados e podem reduzir atividades por curto período.
– Quem busca reduzir o número total de sessões de acompanhamento no curto prazo.
Sinais clínicos favoráveis:
– Cordões varicosos palpáveis, nutridores evidentes e mapas de refluxo no eco-Doppler.
– Áreas com grande carga de vasinhos “alimentados” por veias nutridoras visíveis.
Quando o CLaCs se destaca
O CLaCs é forte concorrente para quadros predominantemente estéticos (telangiectasias e veias reticulares finas) e varizes de grau 1 e 2, quando se busca mínima interrupção na rotina.
Perfis que frequentemente preferem CLaCs:
– Vida agitada, atletas amadores e profissionais que precisam retomar treino rápido.
– Profissionais que não podem se afastar de trabalho manual pesado por muitos dias.
– Pacientes com aversão a cortes e pontos, e que preferem controle progressivo em sessões curtas.
– Quem tem evento próximo e precisa de recuperação rápida, planejando sessões com antecedência.
Sinais clínicos favoráveis:
– Predominância de vasinhos e redes finas com poucos nutridores calibrosos.
– Pele propensa a boa cicatrização sem marcas de incisão, priorizando abordagem sem cortes.
Resultados, recuperação e cuidados
Tempo de recuperação, dor e retorno às atividades
A experiência do paciente varia conforme a técnica, a extensão tratada e características individuais. Em geral:
Microcirurgia
– Dor: leve a moderada nos primeiros dias; responde a analgésicos comuns.
– Hematomas/inchaço: mais evidentes entre 3 e 10 dias; regridem em semanas.
– Retorno: caminhar no dia seguinte; trabalho leve em 3 a 7 dias; atividades intensas em 2 a 4 semanas.
– Estética: melhora visível já nas primeiras semanas, com refinamentos ao longo de 2 a 3 meses.
CLaCs
– Dor: geralmente leve graças ao resfriamento; sensação de ardor suportável.
– Inflamação: vermelhidão e edema discretos por 24 a 72 horas.
– Retorno: vida normal no mesmo dia; exercícios leves em 24 a 72 horas; alta performance em poucos dias.
– Estética: clareamento progressivo a cada sessão; pico de resultado semanas após a última aplicação.
Cuidados essenciais pós-procedimento
Independente da escolha, bons hábitos aceleram o resultado e diminuem intercorrências.
– Meia de compressão:
– Microcirurgia: 7 a 14 dias, conforme orientação.
– CLaCs: 3 a 7 dias ajudam a reduzir edema e melhorar a resposta.
– Sol e calor: evitar exposição solar direta por 30 dias ou conforme a evolução; usar protetor de amplo espectro.
– Atividade física: caminhadas diárias; evitar impacto intenso até liberação médica (geralmente mais curta no CLaCs).
– Pele: hidratação diária; não manipular crostas ou equimoses.
– Analgésicos/anti-inflamatórios: apenas se e quando recomendados pelo cirurgião.
– Sinais de alerta: dor intensa localizada, vermelhidão que progride, endurecimento quente na veia tratada ou falta de ar devem motivar contato imediato com a equipe.
Dica prática: agende as sessões ou a microcirurgia fora de períodos de viagens longas, maratonas, provas esportivas ou grandes eventos sociais para conciliar recuperação e calendário.
Eficácia, riscos e o que dizem as evidências
O que esperar em termos de resultado e manutenção
Ambas as técnicas são eficazes para varizes iniciais e vasinhos quando bem indicadas e executadas. Em séries clínicas, as taxas de fechamento das veias tratadas são elevadas, e a satisfação do paciente costuma ser alta quando o plano respeita a anatomia do refluxo e as expectativas são realistas.
Pontos-chave sobre eficácia e manutenção:
– Fechamento e melhora estética: altas em veias-alvo adequadamente selecionadas, tanto com microcirurgia + escleroterapia quanto com CLaCs.
– Manutenção: doença venosa é crônica e evolutiva; novas veias podem surgir ao longo dos anos, exigindo retoques ocasionais.
– Revisões: reavaliação anual é uma boa estratégia para manter resultados e intervir precocemente em novas redes.
– Estilo de vida: peso adequado, caminhada, evitar longas permanências em pé/parado e uso de meia em voos prolongados diminuem recidivas e sintomas.
Riscos e efeitos colaterais mais comuns
Todo tratamento tem riscos, mas a maioria é leve e autolimitada quando os protocolos são seguidos.
Microcirurgia
– Comuns: hematomas, dor local, inchaço temporário, hiperpigmentação residual em trajetos tratados.
– Menos comuns: tromboflebite superficial, infecção de ferida, pequenas cicatrizes visíveis em peles propensas.
– Raros: lesão nervosa cutânea com dormência localizada, trombose venosa profunda.
CLaCs
– Comuns: eritema, edema leve, sensação de ardor transitório, pequenas áreas de hiperpigmentação.
– Menos comuns: matting (aparecimento de finíssimos vasinhos avermelhados), microbolhas ou queimaduras superficiais em parâmetros inadequados.
– Raros: tromboflebite superficial; complicações profundas são incomuns com seleção criteriosa.
Como reduzir riscos:
– Faça eco-Doppler quando houver suspeita de refluxos ocultos.
– Siga fielmente o calendário de sessões e os cuidados pós-procedimento.
– Informe medicações (especialmente anticoagulantes) e alergias.
– Em fototipos altos, converse sobre estratégias para minimizar hiperpigmentação (parâmetros de laser ajustados, proteção solar rígida e intervalos adequados).
Custo, planejamento e como decidir seu tratamento varizes
Número de sessões, tempo e orçamento
O custo total depende da extensão das veias, da necessidade de ambiente cirúrgico e do número de sessões. Uma visão pragmática ajuda a evitar surpresas.
– Microcirurgia + escleroterapia:
– Geralmente 1 evento principal, com possibilidade de 1 a 2 retoques no consultório.
– Envolve equipe, materiais e, muitas vezes, centro cirúrgico; custo concentrado em um único momento.
– Ideal para quem prefere “resolver de uma vez”, aceita sedação e dispõe de uma janela de recuperação.
– CLaCs:
– Normalmente 2 a 6 sessões, com intervalos de cerca de 3 semanas.
– Custo diluído ao longo do tempo; logística mais flexível.
– Excelente para agendas cheias e para quem prioriza mínima interrupção da rotina.
Como planejar financeiramente:
– Defina o objetivo estético-funcional e o prazo desejado para ver o resultado.
– Solicite um plano por escrito com estimativa de sessões e possíveis retoques.
– Considere custos indiretos (dias de afastamento, meias de compressão, deslocamentos).
– Verifique cobertura do convênio para varizes sintomáticas; procedimentos de cunho estético tendem a ser particulares.
Roteiro prático de decisão para um tratamento varizes assertivo
Use esta sequência para escolher com segurança e alinhar expectativa e realidade.
1. Faça uma avaliação especializada com exame clínico detalhado; peça eco-Doppler se houver suspeita de refluxo oculto.
2. Liste objetivos: aliviar sintomas, melhorar estética, eliminar nutridores, ou tudo isso.
3. Defina restrições de agenda: você pode parar 7 a 14 dias (microcirurgia) ou prefere sessões curtas com retorno imediato (CLaCs)?
4. Considere dor e tolerância: sedação em uma vez ou desconfortos leves repetidos com resfriamento?
5. Avalie pele e histórico de manchas: fototipos altos pedem atenção especial no laser; cicatrização propensa a quelóides pesa contra incisões.
6. Planeje eventos: praia, casamento, maratona e viagens longas pedem espaçamento estratégico.
7. Compare orçamentos globais, incluindo possíveis retoques e compressão elástica.
8. Decida junto ao cirurgião o melhor caminho e marque o início do seu tratamento varizes.
9. Mantenha revisões periódicas; pequenos retoques preservam grandes resultados.
Exemplo de cronograma realista
– Semana 0: consulta, mapas e foto documental.
– Semana 1: microcirurgia OU 1ª sessão de CLaCs.
– Semanas 2–4: cuidados, compressão, retorno leve aos treinos.
– Semana 4: revisão e, se CLaCs, 2ª sessão.
– Semanas 7–10: sessões adicionais conforme plano.
– Semana 12+: avaliação final, fotografia comparativa e plano de manutenção do tratamento varizes.
Dicas que aceleram o êxito
– Caminhe diariamente, mantenha hidratação e use as meias conforme prescrito.
– Evite exposição solar precoce; protetor é investimento no resultado.
– Fotografe as pernas a cada etapa para acompanhar a evolução e ajustar expectativas.
– Em caso de desconforto diferente do esperado, comunique a equipe; ajustes de parâmetro e de intervalo fazem diferença.
Para quem ainda está em dúvida entre microcirurgia e CLaCs, vale lembrar: em muitos casos, a combinação sequencial das técnicas oferece o melhor dos dois mundos. Retira-se o que é maior e alimenta os vasinhos com microcirurgia, e refina-se o restante com CLaCs, tudo sob um mesmo plano de tratamento varizes, orientado por mapas precisos e metas estéticas claras.
Encerrando, o ponto central é simples: não existe solução universal, e sim a melhor solução para o seu caso. Com informação de qualidade, avaliação cuidadosa e um plano personalizado, você transforma o tratamento varizes em uma jornada previsível, com alto potencial estético e mínimo atrito com a vida real. Se este é o seu momento, marque uma consulta com um cirurgião vascular de confiança, trace seu plano e dê o primeiro passo para pernas mais leves, saudáveis e bonitas ainda este ano.
O vídeo aborda as opções de tratamento para vasinhos e veias varicosas de grau 1 e 2. O Dr. Alexandre Amato apresenta duas técnicas: microcirurgia seguida de aplicação de escleroterapia e CLaCs (crio laser com crio escleroterapia). A microcirurgia é um procedimento cirúrgico minimamente invasivo realizado sob sedação e anestesia local, que envolve a retirada das veias através de pequenos furinhos. A escleroterapia é aplicada durante o procedimento para destruir as veias restantes. O CLaCs utiliza laser para lesar os vasos sanguíneos, causando sua esclerose e fechamento. É um procedimento realizado em várias sessões, com intervalos de três semanas, sem anestesia local (opcionalmente com sedação). Ambas as técnicas apresentam resultados satisfatórios, mas a escolha depende do estilo de vida e preferências do paciente. A microcirurgia exige cuidados pós-operatórios, enquanto o CLaCs permite uma recuperação mais rápida. O Dr. Amato recomenda que o paciente converse com seu cirurgião vascular para avaliar qual técnica é mais adequada para sua situação.
