CLACS o tratamento que combina Criolaser e Crioescleroterapia contra vasinhos

O que é o CLACS e por que ele revolucionou o tratamento de vasinhos

Se vasinhos nas pernas estão incomodando a sua autoestima ou causando desconforto, o CLACS surge como uma solução moderna, precisa e com excelente tolerância. A sigla reúne duas abordagens complementares: o criolaser e a crioescleroterapia com glicose resfriada. Ao mesmo tempo em que o laser transdérmico, guiado com precisão, fecha os vasinhos por dentro, a injeção de glicose gelada potencializa o efeito esclerosante, elevando a eficácia global do tratamento.

Essa combinação não é apenas somatória; ela é sinérgica. O frio reduz a sensibilidade dolorosa, protege a pele e melhora o conforto da sessão, enquanto cada técnica atua em um ponto distinto da parede do vaso. O resultado é um tratamento direcionado para telangiectasias e veias reticulares finas, com recuperação rápida e menor risco de manchas em comparação a métodos tradicionais.

Como o criolaser e a crioescleroterapia atuam juntos

Ao integrar tecnologia, fisiologia e conforto, o CLACS oferece um plano de ação de múltiplos alvos sobre o vasinho. Essa arquitetura terapêutica explica por que a técnica vem ganhando espaço nas clínicas vasculares de referência.

Fleboscópio, ar frio e a ação do criolaser

O criolaser é um laser transdérmico, aplicado sobre a pele, guiado por um fleboscópio. Esse aparelho ilumina e revela as veias doentes sob a pele, permitindo que o médico mire com precisão os trajetos vasculares que alimentam os vasinhos aparentes. A mira correta é um dos segredos do bom resultado: trata-se o vaso certo, na intensidade certa.

Durante a aplicação, um jato de ar muito frio é direcionado à área. O “crio” do criolaser cumpre duas funções críticas: diminui a sensação de dor (analgesia) e protege a epiderme do calor gerado pelo laser. No interior do vasinho, a energia luminosa aumenta a temperatura do sangue, levando ao dano térmico controlado na parede vascular. Esse dano induz a contração e o fechamento do vaso, que é então gradualmente reabsorvido pelo organismo.

Glicose resfriada e o efeito esclerosante

Na sequência, entra em cena a crioescleroterapia. Uma solução esclerosante — com frequência, glicose em alta concentração — é injetada diretamente nos vasinhos. A glicose age por hiperosmolaridade, destruindo a camada interna (endotélio) do vaso e provocando fibrose e obliteração.

Quando resfriada, a glicose muda de consistência e ganha um “plus” terapêutico: o frio melhora a tolerância à injeção, reforça o efeito local e reduz o desconforto. Em termos práticos, a combinação com o criolaser potencializa o fechamento do vasinho tanto por calor controlado quanto por efeito químico-esclerosante. Em clínicas que oferecem sedação consciente (como o protocolo Anox), o conforto pode ser ampliado, mantendo o paciente responsivo e seguro durante todo o procedimento.

Benefícios comprovados e diferenciais do CLACS

Para além do apelo tecnológico, o que torna o CLACS tão interessante é o conjunto de vantagens observadas no dia a dia da prática vascular.

Conforto, eficácia e menor risco de manchas

O uso do frio ao longo de todas as etapas — no criolaser e na crioescleroterapia — é um divisor de águas no conforto. A analgesia local, somada à precisão do fleboscópio, reduz a necessidade de múltiplas picadas e otimiza a experiência do paciente. Em paralelo, a escolha de laser transdérmico e de glicose como esclerosante está associada a menor probabilidade de hiperpigmentação quando comparada a alguns agentes ou técnicas alternativas.

Entre os benefícios mais valorizados:
– Resultados mais consistentes quando o vasinho é tratado de modo integrado (fechamento térmico + esclerosante).
– Menor desconforto intra e pós-procedimento graças ao resfriamento contínuo.
– Baixa taxa de efeitos adversos significativos, quando bem indicado e executado por especialista.
– Retorno rápido às atividades habituais, sem necessidade de afastamento prolongado.

Precisão guiada por imagem e abordagem personalizada

O fleboscópio não serve apenas para “enxergar melhor”. Ele muda a estratégia. Ao identificar veias nutridoras que alimentam os vasinhos superficiais, o especialista pode tratá-las no mesmo ato, prevenindo recidivas precoces. Mais que apagar “mapas estéticos”, o CLACS busca o alvo hemodinâmico.

Além disso:
– A energia do criolaser pode ser ajustada conforme calibre e profundidade do vaso.
– A concentração e o volume da glicose são calibrados para maximizar o efeito com segurança.
– O plano de sessões é adaptado ao padrão de rede vascular e às metas estéticas do paciente.

Indicações, contraindicações e preparo

O CLACS foi desenhado para tratar vasinhos (telangiectasias) e veias finas reticulares, principalmente em membros inferiores. A seleção adequada do paciente é fundamental para o sucesso.

Quem se beneficia mais

Em geral, respondem melhor ao CLACS:
– Pessoas com telangiectasias e veias reticulares finas visíveis nas pernas.
– Pacientes que já tentaram escleroterapia isolada e buscam um resultado mais completo.
– Indivíduos que valorizam conforto e menor risco de manchas.
– Quem apresenta microvasinhos nutridos por veias reticulares mapeáveis ao fleboscópio — cenário em que o criolaser ajuda a “selar” as conexões.

Há também um benefício adicional em peles claras a morenas, onde o contraste facilita a visualização e a mira do feixe. Em peles mais escuras, o tratamento continua viável, mas exige parâmetros e cuidados específicos para proteção cutânea.

Quem deve evitar e como se preparar

Embora seguro, o CLACS não é para todos. O procedimento tende a ser evitado em:
– Gravidez e amamentação, por precaução.
– Infecções ativas na pele da área a tratar.
– Alergia conhecida aos componentes da solução utilizada (quando aplicável).
– Doenças cutâneas que contraindiquem calor ou injeções locais na fase ativa.
– Insuficiência venosa significativa do sistema safeno sem tratamento adequado, já que o alvo do CLACS é o microvaso.

Preparo recomendado para potencializar resultados:
– Evitar exposição solar direta nas pernas por 2 a 4 semanas antes e depois de cada sessão para reduzir risco de hiperpigmentação.
– Suspender cremes autobronzeadores e esfoliações intensas 7 dias antes.
– Levar ou adquirir meias de compressão conforme orientação do especialista.
– Manter hidratação adequada e, se orientado, evitar anticoagulantes/anti-inflamatórios próximos à data (sempre com aval médico).
– Comparecer com a pele limpa, sem óleos ou cremes na área.

Passo a passo do procedimento e cuidados pós

Entender o que acontece do início ao fim reduz a ansiedade e favorece a colaboração do paciente — um componente importante para a precisão do tratamento.

Durante a sessão

O procedimento começa com o mapeamento detalhado dos vasinhos e de suas veias nutridoras com o fleboscópio. Em seguida, o médico ajusta os parâmetros do criolaser e posiciona o jato de ar frio sobre a pele para analgesia e proteção térmica. O laser é disparado de forma controlada na trajetória do vaso, promovendo o dano térmico interno.

Logo após, realiza-se a crioescleroterapia com glicose resfriada em pontos estratégicos. As injeções são finas e rápidas, e o resfriamento atenua a sensação incômoda. Quando indicado, a sedação consciente (Anox) pode ser utilizada, mantendo o paciente acordado, mais relaxado e colaborativo, sem necessidade de anestesia geral. Ao final, pode-se aplicar compressão localizada e orientar o uso de meias.

Cuidados após a sessão

Os cuidados pós-procedimento visam consolidar o resultado e reduzir efeitos transitórios:
– Use meias de compressão conforme a prescrição (geralmente por alguns dias).
– Evite sol e fontes de calor intenso (banho muito quente, sauna) por 1 a 2 semanas.
– Mantenha caminhadas leves no mesmo dia para estimular a circulação.
– Evite atividades de alto impacto nas primeiras 48 a 72 horas.
– Não massageie vigorosamente a área tratada nas primeiras 48 horas.
– Hidrate a pele a partir de 24 horas, conforme orientação, e evite ácidos nas primeiras semanas.
– Se surgirem marquinhas ou discreta hiperpigmentação, proteja do sol até completa resolução.

Em caso de desconforto, compressas frias e analgésicos simples podem ser utilizados se liberados pelo médico. Qualquer dor intensa, área muito endurecida ou sinais de inflamação devem ser avaliados.

Resultados, número de sessões, riscos e comparação com outras técnicas

Uma das dúvidas mais comuns é: “Quando vou ver o resultado?”. A resposta envolve o ritmo biológico de reabsorção e o padrão da rede vascular de cada pessoa.

Resultados e número de sessões

O fechamento do vasinho pode ser observado em dias, enquanto a reabsorção completa do sangue coagulado e da fibrose leva semanas. Em geral:
– Sinais iniciais de melhora surgem em 2 a 4 semanas.
– O pico de clareamento costuma aparecer entre 6 e 12 semanas, dependendo do calibre e da profundidade dos vasos.
– Muitos pacientes alcançam bons resultados com 1 a 3 sessões, espaçadas de 4 a 8 semanas, porém redes extensas podem requerer planos mais longos.

Fatores que influenciam a evolução:
– Calibre e profundidade dos vasos (quanto mais finos e superficiais, mais rápida a resposta).
– Presença de veias nutridoras (quando tratadas no mesmo ato, reduz recidivas).
– Fototipo de pele e cuidados com o sol.
– Aderência ao uso de meias e às orientações pós-procedimento.
– Estilo de vida e fatores hormonais (gravidez, uso de hormônios, predisposição genética).

Importante destacar que novas telangiectasias podem surgir ao longo do tempo por predisposição individual. O CLACS trata a “fotografia” atual dos vasinhos; manutenções periódicas ajudam a preservar a pele homogênea.

Riscos e comparação com outras técnicas

Mesmo em mãos experientes, todo procedimento médico tem riscos. No CLACS, os efeitos mais comuns são leves e transitórios:
– Eritema (vermelhidão), sensação de calor ou ardor por horas a poucos dias.
– Pequenas áreas arroxeadas (equimoses) ou discretas crostas.
– Hiperpigmentação temporária, que tende a clarear ao longo de semanas a meses.
– “Matting” (rede de vasinhos finíssimos) em áreas predispostas, passível de retratamento.

Embora raros, sinais de alerta que exigem contato imediato com o médico incluem dor intensa e persistente, área dura e muito dolorida, alteração de cor importante na pele, febre ou sinais de infecção local.

Comparando técnicas:
– Escleroterapia isolada (líquida ou espuma): é eficiente para muitos casos, mas pode exigir mais sessões quando há veias nutridoras não mapeadas. O CLACS, com o criolaser e o fleboscópio, costuma reduzir a necessidade de retratamentos ao atacar alimentadoras e telangiectasias no mesmo dia.
– Laser transdérmico isolado: oferece boa opção para vasinhos muito finos, porém pode ser menos resolutivo em redes nutridas por reticulares. A adição da crioescleroterapia, com glicose resfriada, tende a consolidar o fechamento e diminuir recidivas precoces.
– Luz intensa pulsada e outras fontes: têm aplicações específicas, mas, para telangiectasias de membros inferiores, o protocolo CLACS frequentemente entrega melhor previsibilidade, com conforto superior devido ao resfriamento.
– Métodos caseiros e cremes: não agem na hemodinâmica dos vasos; podem melhorar a aparência da pele, mas não fecham vasinhos.

Onde o CLACS se destaca é na integração técnica. O criolaser permite um “pré-fechamento” térmico preciso e o esclerosante resfriado finaliza a obliteração, num cenário de maior conforto e segurança cutânea.

Como maximizar seus resultados

Para tirar o máximo proveito do CLACS, alinhe expectativas e participe ativamente do cuidado:
– Tenha clareza sobre o plano de sessões e os intervalos recomendados.
– Proteja a pele do sol, antes e depois. A fotoproteção é aliada real do resultado.
– Use as meias de compressão conforme prescrito — pequenos gestos somam muito.
– Mantenha hábitos que favoreçam a saúde vascular: movimentar-se regularmente, cuidar do peso, evitar longos períodos em pé ou sentado sem pausas.
– Retorne para avaliações e eventuais complementos pontuais, se sugerido.

Quando considerar outra abordagem

Se houver suspeita de insuficiência do sistema safeno ou varizes de maior calibre, uma avaliação Doppler pode ser indicada antes de tratar apenas os vasinhos. Em casos que exigem intervenção em veias maiores (como endolaser intraluminal ou espuma guiada por ultrassom), o CLACS pode entrar depois, para acabamento estético refinado.

Em resumo

O CLACS combina ciência e conforto para tratar vasinhos com precisão: o criolaser realiza o controle térmico direcionado, a crioescleroterapia sela o vaso de forma duradoura e o resfriamento em todas as etapas cuida tanto da pele quanto da experiência do paciente. O conjunto resulta em alto grau de satisfação quando bem indicado e executado.

Próximo passo

Se vasinhos têm limitado suas escolhas de roupa, atividades ou autoconfiança, agende uma avaliação com um cirurgião vascular que domine o protocolo CLACS. Leve suas dúvidas, histórico e objetivos. Com um plano individualizado e a tecnologia certa — do fleboscópio ao criolaser e à glicose resfriada — você pode conquistar pernas mais homogêneas e retomar sua rotina com leveza e segurança.

O Dr. Alexandre Amato explica a técnica CLACs, que trata vasinhos com crio laser associado a crio escleroterapia. O crio laser usa um laser guiado por fleboscópio para fechar os vasos, enquanto a crio escleroterapia injeta uma substância esclerosante para endurecer o vaso e causar seu desaparecimento. A técnica combina o frio do crio com a glicose em temperatura baixa para aumentar a eficácia e reduzir a dor. O Dr. Amato menciona também a possibilidade de usar Annox, sedação consciente, para minimizar ainda mais a dor. O CLACs oferece alta eficácia e baixo risco de manchas.

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