Pés em brasa? Entenda as causas e como aliviar em 2026

Quando a sensação de “fogo nos pés” é um alerta

Você já se pegou interrompendo seu dia porque a sola do pé parecia em brasa? Essa queimação pode surgir ao final da tarde, após ficar muito tempo em pé, depois de uma caminhada ou até mesmo à noite, atrapalhando o sono. A boa notícia é que entender o que está por trás desse incômodo acelera a solução. A expressão pés queimando descreve um conjunto de sensações que vão do ardor e formigamento à dor aguda, e nem sempre estão ligados a “falta” ou “excesso” de circulação como muitos imaginam. Em 2026, com exames e condutas cada vez mais precisos, diferenciar causas neurológicas, nutricionais, compressivas e vasculares ficou mais simples — e o tratamento, mais eficaz. A seguir, você vai aprender como reconhecer padrões, quando investigar e o que fazer hoje para aliviar sem piorar o quadro.

pés queimando: causas mais comuns e o que está acontecendo nos nervos

A maioria dos casos não nasce nas artérias ou veias, e sim nos nervos periféricos. Esses “fios” que ligam pés e cérebro podem ficar irritados, comprimidos ou doentes, passando a enviar sinais intensos de dor e calor. Reconhecer o mecanismo por trás dos sintomas ajuda a escolher o caminho certo de tratamento e reduzir recaídas de pés queimando.

Neuropatia periférica: diabetes, álcool e infecções

A neuropatia periférica é a líder de causas. Ela altera a condução elétrica dos nervos e pode começar com formigamento, choque e queimação nos dedos dos pés, progredindo para a planta e tornozelo. Entre os gatilhos mais frequentes estão:
– Diabetes: glicemia elevada ao longo do tempo lesiona o revestimento dos nervos. Estima-se que uma parcela significativa das pessoas com diabetes de longa data desenvolva algum grau de neuropatia.
– Álcool: além de tóxico para o nervo, compromete a absorção de vitaminas essenciais à regeneração neural.
– Infecções: vírus como herpes zoster e algumas doenças infecciosas podem inflamar os nervos, desencadeando ardor persistente.
– Doenças renais e tireoidianas: alterações metabólicas também “irritam” os nervos, favorecendo dor em queimação.

Sinais que lembram neuropatia:
– Queimação simétrica nos dois pés que piora à noite
– Formigamento e dor tipo “agulhadas”
– Sensibilidade alterada (toque leve dói, mas às vezes o calor real nem é percebido)
– Alívio parcial ao esfregar ou mexer os pés

Se pés queimando vier acompanhado de perda de equilíbrio, quedas ou fraqueza, a avaliação deve ser agilizada.

Deficiências nutricionais (B12/ácido fólico) e quem está em risco

A vitamina B12 e o ácido fólico protegem a bainha de mielina, uma espécie de “isolante” do fio do nervo. Quando faltam, o sinal elétrico se desorganiza e surge a queimação. Ficam mais expostos:
– Vegetarianos e veganos sem suplementação adequada
– Idosos (pela redução do ácido gástrico e do fator intrínseco, que dificultam a absorção)
– Pessoas com doenças gastrointestinais (como doença celíaca, Crohn e após cirurgias bariátricas)
– Quem usa certos medicamentos (ex.: metformina e inibidores de bomba de prótons, que podem reduzir B12 ao longo do tempo)
– Quem consome álcool em excesso

Dica prática: se a queimação dos pés veio junto com cansaço fora do comum, língua dolorida/lisa, palidez ou falta de ar, a deficiência de B12/folato merece ser descartada com exame simples.

Quando não é nervo: compressões e condições vasculares

Embora a neuropatia lidere as causas, há situações em que estruturas ao redor dos nervos ou a dinâmica do fluxo sanguíneo cutâneo explicam a sensação de fogo. Diferenciar cada uma evita tratamentos ineficazes e frustrações.

Síndrome do túnel do tarso: sinais, testes e tratamento

O túnel do tarso é um “corredor” na parte interna do tornozelo por onde passa o nervo tibial posterior. Se ele é comprimido (por pé chato, traumas, inflamação, varizes locais ou cistos), os sintomas podem incluir:
– Queimação, dormência e dor que irradiam para a sola do pé e os dedos
– Piora ao caminhar ou ficar em pé por muito tempo
– Sensação de choque ao percutir o trajeto do nervo (sinal de Tinel positivo)

Como o médico confirma:
– Exame físico direcionado (teste de eversão do pé, palpações específicas)
– Ultrassom de alta resolução ou ressonância para causas mecânicas
– Estudos de condução nervosa em casos selecionados

Tratamento inicial:
– Ajustes mecânicos (palmilhas personalizadas, calçados com bom suporte do arco)
– Fisioterapia focada em mobilidade do tornozelo, fortalecimento intrínseco do pé e liberação miofascial
– Controle de inflamação; em alguns casos, infiltrações guiadas por imagem
– Cirurgia descompressiva quando o tratamento conservador falha

Eritromelalgia e outras causas vasculares

A eritromelalgia é menos frequente, mas marcante: dor intensa, vermelhidão e calor visível que pioram com temperatura alta e melhora ao resfriar suavemente. Aqui, há uma dilatação exagerada das arteríolas da pele e aumento do fluxo local. O manejo inclui:
– Evitar calor, banho muito quente e meias grossas por longos períodos
– Resfriamento moderado (nunca gelo direto)
– Em casos selecionados, medicamentos que modulam o fluxo sanguíneo e avaliação hematológica quando há suspeita de doenças de base

Diferenciais vasculares importantes:
– Insuficiência venosa com varizes raramente dá queimação isolada, mas pode causar peso e calor nas pernas ao fim do dia
– Doença arterial periférica costuma causar dor ao caminhar (claudicação) que alivia com repouso; não é típica a sensação de pele “em brasa” em repouso

Se o quadro de pés queimando vier acompanhado de descoloração, feridas que não cicatrizam ou dor ao deitar que melhora ao pendurar as pernas, a avaliação vascular é mandatória.

Como investigar de forma inteligente em 2026

A investigação começa com uma boa história clínica e exame físico dirigidos. Em 2026, a combinação de questionários validados, testes simples no consultório e exames laboratoriais direcionados evita idas e vindas desnecessárias e antecipa o alívio.

Exames e sinais de alerta que exigem consulta rápida

Procure avaliação médica com prioridade se houver:
– Fraqueza progressiva, queda do pé ou dificuldade para subir escadas
– Perda de sensibilidade a ponto de não sentir feridas, bolhas ou temperatura
– Dor noturna que acorda e não cede com medidas simples
– Febre, perda de peso inexplicada ou dor assimétrica e súbita
– Úlceras, feridas ou infecção entre os dedos
– Histórico de diabetes descontrolada, doença renal avançada ou consumo pesado de álcool

Sinais de consultório que ajudam no diagnóstico:
– Monofilamento e diapasão (avaliam sensibilidade protetora e vibratória)
– Teste de temperatura (frio/quente) e algometria
– Inspeção de calçados, pisada e arco plantar
– Palpação de pulsos distais para rastrear problemas arteriais

Testes que seu médico pode solicitar

Exames laboratoriais de primeira linha:
– Glicemia de jejum e hemoglobina glicada (HbA1c)
– Vitamina B12, ácido fólico e, conforme o caso, homocisteína e metilmalônico
– Função renal (ureia, creatinina), eletrólitos e função tireoidiana (TSH)
– Perfil hepático e, em casos selecionados, sorologias

Exames complementares conforme a hipótese:
– Eletroneuromiografia (avalia condução dos nervos, útil em neuropatias e compressões)
– Ultrassom de partes moles e ressonância para suspeita de túnel do tarso ou massas
– Índice tornozelo-braquial (ITB) quando há dúvida de doença arterial
– Termografia e testes de provocação térmica em investigação de eritromelalgia

O objetivo é identificar a causa predominante. Isso muda o jogo: tratar a raiz do problema reduz a intensidade e a frequência dos episódios de pés queimando.

Alívio e tratamento: do agora ao longo prazo

Com a causa mapeada, o plano integra medidas imediatas (para tirar você da crise) e estratégias de manutenção (para evitar recidivas). Em 2026, combinamos educação do paciente, ajustes de estilo de vida, terapias físicas e, quando indicado, medicação direcionada.

O que fazer hoje sem piorar (sem gelo)

Esqueça o gelo direto: ele pode lesar a pele e, em neuropatas, não é raro provocar queimaduras por baixa sensibilidade. Em vez disso, teste:
– Resfriamento moderado: bacia com água fresca (não gelada) por 10–15 minutos; seque bem os espaços entre os dedos
– Elevação dos pés por 15–20 minutos, especialmente ao fim do dia
– Autossocorro com massagem leve: movimentos circulares na planta, usando creme com mentol ou cânfora para sensação de conforto
– Alongamentos de panturrilha e fáscia plantar: 30–45 segundos, 3 séries por lado, duas vezes ao dia
– Técnicas de descarga sensorial: rolinho de massagem ou garrafa com água em temperatura ambiente sob a sola por 5 minutos
– Meias respiráveis: algodão ou fibras técnicas que dissipam calor e umidade

Quando a dor aperta, a respiração diafragmática (4–6 ciclos lentos) reduz a reatividade do sistema nervoso e “baixa o volume” da dor.

Cuidados que evitam piora:
– Evitar banho muito quente à noite
– Trocar o calçado apertado por um com bico amplo e sola estável
– Não aplicar pomadas aquecedoras na crise (podem amplificar a sensação de brasa)

Estratégias médicas e de estilo de vida que funcionam

O tratamento se orienta pela causa. Em linhas gerais:
– Neuropatia diabética
– Meta personalizada de HbA1c com equipe de saúde
– Atividade física regular (150 minutos/semana, somando aeróbico e força)
– Medicamentos para dor neuropática quando preciso: o médico pode indicar moduladores como duloxetina, amitriptilina, gabapentinoides ou alternativas tópicas (lidocaína, capsaicina)
– Deficiência de B12/ácido fólico
– Suplementação orientada (por via oral ou intramuscular, conforme absorção)
– Revisão de medicamentos que interferem na B12
– Reavaliação laboratorial para confirmar correção
– Síndrome do túnel do tarso
– Palmilhas sob medida, fisioterapia e redução de sobrecarga
– Se refratário, infiltração guiada ou cirurgia descompressiva
– Eritromelalgia
– Identificação e controle de gatilhos (calor, determinados exercícios)
– Tratamento médico individualizado; em casos secundários, tratar a doença de base

Medidas transversais que ajudam quase todos:
– Higiene do sono (evitar telas e cafeína à noite reduz percepção da dor)
– Redução graduada do álcool (quantidade e frequência)
– Alimentação anti-inflamatória na prática:
– Metade do prato de vegetais variados
– Proteína magra (peixe, ovos, leguminosas) e gorduras boas (azeite, abacate, nozes)
– Carboidratos integrais com fibras
– Hidratação adequada ao longo do dia
– Micronutrientes em foco:
– B12: avaliar necessidade de suplementação, especialmente em vegetarianos/veganos e idosos
– Folato: feijões, folhas verdes, abacate; suplementar quando indicado
– Magnésio: pode ajudar na função neuromuscular (conforme orientação clínica)

Um registro simples (diário de sintomas) com horário, intensidade, atividades e o que comeu ajuda a identificar gatilhos pessoais e medir progresso. O que se mede, melhora.

Prevenção e cuidados com os pés para quem tem pés queimando

Prevenir é mais fácil do que apagar incêndios recorrentes. Uma rotina de cuidado com os pés, calçados adequados e pequenos ajustes posturais diminui fricção, calor e compressões, e reduz as crises de pés queimando.

Rotina semanal de cuidado

– Inspeção diária: cheque plantas, calcanhares e entre os dedos (use um espelho se necessário). Procure por calos, bolhas ou áreas mais vermelhas.
– Hidratação inteligente: creme hidratante após o banho, evitando o espaço entre os dedos (para não macerar).
– Unhas: corte reto, sem cavar os cantos; lixe para suavizar arestas.
– Troca de meias: ao menos uma vez ao dia; prefira fibras que respirem. Em dias quentes, considere trocar ao meio do dia.
– Alternância de calçados: evite usar o mesmo par por dias seguidos; deixe arejar.
– Pausas programadas: a cada 60–90 minutos em pé, faça 2–3 minutos de mobilidade (elevação na ponta dos pés, alongamentos rápidos de panturrilha).

Se você já tem perda de sensibilidade, redobre a atenção: objetos quentes (como bolsas térmicas) e pisos muito quentes podem queimar sem que você perceba.

Calçados, palmilhas e ergonomia

O calçado certo muda a história:
– Bico amplo, contraforte firme (a parte que abraça o calcanhar) e sola estável
– Um dedo de folga entre o maior dedo e a ponta do sapato
– Materiais que permitam ventilação
– Para quem tem pé chato ou valgo, palmilhas sob medida podem reduzir compressão no túnel do tarso

No trabalho:
– Tapetes anti-fadiga para quem fica em pé
– Ajuste de altura da bancada e posicionamento do corpo para distribuir carga
– Se o piso é quente, invista em solados com melhor isolamento térmico

Para esportes:
– Aumente a carga gradualmente
– Ajuste de cadência e terreno; evite superfícies muito quentes no verão
– Meias técnicas que afastam suor da pele

Como diferenciar em casa (sem substituir a consulta)

Embora o diagnóstico definitivo seja médico, alguns padrões ajudam a orientar seus próximos passos:
– Piora noturna sem sinais de pele vermelha intensa visível: sugere neuropatia
– Piora com calor ambiente e melhora com resfriamento suave, pele vermelha e quente: sugere componente vasodilatador (como eritromelalgia)
– Dor e queimação que disparam ao ficar em pé e caminhar, com pontos de choque no tornozelo: sugere túnel do tarso
– História de novo medicamento, consumo de álcool aumentado ou mudança dietética restritiva: levante a hipótese de falta de B12/folato

Lembre: pés queimando acompanhados de dormência que impede detectar feridas exigem cuidado especial, pois úlceras podem passar despercebidas e complicar.

Perguntas frequentes rápidas

Colocar os pés no gelo resolve?

Não. O gelo pode piorar a dor em alguns quadros e queimar a pele, especialmente se houver neuropatia. Prefira água fresca e medidas de alívio gradual.

Pomadas “quentes” ajudam?

Geralmente não em crises de ardor; podem amplificar a sensação de brasa. Cremes com mentol/cânfora, quando bem tolerados, são mais adequados para resfriamento sensorial leve.

Suplementar B12 por conta própria é seguro?

A B12 é relativamente segura, mas a causa da deficiência precisa ser esclarecida. Além disso, suplementar sem dosagem prévia pode mascarar problemas. Converse com seu médico para dosar e escolher a forma (metilcobalamina, cianocobalamina) e a via adequadas.

Exercício não piora a queimação?

Durante a crise aguda, reduza intensidade. No médio prazo, atividade física estruturada diminui a dor neuropática, melhora o controle glicêmico e a saúde vascular. Ajuste tipo, volume e intensidade com orientação.

Quando devo procurar um especialista?

Se os sintomas persistem por mais de duas semanas, se há piora progressiva, sinais de fraqueza, feridas, alteração de cor ou se você tem condições como diabetes, doença renal ou uso de álcool elevado, procure avaliação. Dependendo do caso, clínico, endocrinologista, neurologista, fisiatra ou cirurgião vascular podem ser acionados.

Plano de ação em 7 passos para a próxima semana

1. Registre seus sintomas por 7 dias (horário, intensidade, gatilhos, o que aliviou).
2. Ajuste do ambiente: meias respiráveis, evite calor excessivo à noite, água de resfriamento suave nas crises.
3. Caminhada leve diária de 20–30 minutos (ou exercício de baixo impacto), respeitando dor.
4. Alongamentos de panturrilha e fáscia plantar 2x/dia.
5. Revise calçados e, se possível, faça avaliação da pisada; considere palmilha se houver dor mecânica.
6. Organize seus exames básicos com seu médico (glicemia/HbA1c, B12, folato, função renal e tireoidiana).
7. Planeje refeições com foco em proteínas de qualidade, vegetais e fibras; reduza o álcool.

Com esses passos, muitos pacientes relatam queda na intensidade do ardor e maior previsibilidade das crises em poucas semanas.

O que esperar do tratamento e como medir progresso

Progresso real é mais do que “sentir um pouco melhor”. Defina métricas simples:
– Escala de dor (0 a 10) média da semana
– Número de despertares noturnos por queimação
– Minutos ininterruptos que consegue ficar em pé/caminhar sem piora
– Quantidade de episódios de pés queimando por dia

Sinais de que está no caminho certo:
– Redução da dor média em 30% nas primeiras 4–8 semanas
– Sono mais estável
– Menos necessidade de medidas de resgate (imersão, massagem)
– Capacidade de retomar tarefas sem pagar “pedágio” depois

Se não houver melhora após 8–12 semanas com adesão ao plano, reavalie hipóteses diagnósticas (compressão, deficiência nutricional, triggers de eritromelalgia) e ajuste a estratégia.

Erros comuns que atrasam o alívio

– Tratar tudo como “circulação ruim” e ignorar o componente neurológico
– Usar gelo direto na crise (risco de lesão cutânea e piora da dor)
– Calçados apertados “para dar firmeza” que, na prática, aumentam fricção e calor
– Manter álcool “só no fim de semana”, sem perceber o impacto cumulativo
– Suplementar às cegas sem investigar a causa da carência
– Pular fisioterapia/alongamentos por parecerem simples (eles mudam a mecânica do pé e a forma como o cérebro interpreta a dor)

Mensagem final

Sentir os pés em brasa não é “normal da idade” nem “frescura”. Na maior parte das vezes, há uma explicação plausível e tratável — de neuropatias e deficiências vitamínicas a compressões e condições vasculares específicas. Você aprendeu a reconhecer padrões, priorizar sinais de alerta, pedir os exames certos e aplicar medidas de alívio que funcionam sem risco. Agora é a sua vez: coloque em prática o plano de 7 dias, ajuste seus hábitos e agende uma avaliação para investigar a causa de fundo. Quanto antes agir, mais rápido a sensação de pés queimando perde força — e você retoma suas rotinas com conforto e segurança.

O vídeo discute a sensação de queimação nos pés, explorando causas como neuropatia periférica, deficiências nutricionais, túnel do tarso e eritromelalgia.

É destacado que a queimação pode ser um sintoma de condições mais graves, como diabetes ou problemas renais. O tratamento varia de acordo com a causa, podendo incluir controle do açúcar no sangue, suplementação, medicamentos para dor e fisioterapia.

O vídeo enfatiza a importância de mudanças no estilo de vida, como alimentação saudável, evitar o álcool excessivo e praticar exercícios físicos, para prevenir e controlar a queimação. É recomendado consultar um médico para diagnóstico e tratamento adequado.

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